“Porque quando é de Deus, o tempo deixa de atrasar — e começa a servir ao propósito.”
“O Senhor cumprirá rapidamente o que prometeu.”
— Isaías 10:23
Foi com essa promessa que eu entendi:
Quando Deus decide cumprir algo, o tempo se curva diante d’Ele.
Os dias se alongam, as horas se esticam, e o impossível se apressa para caber no plano perfeito.
Nada é cedo demais quando é no tempo de Deus
e nada é tarde quando é no compasso do propósito.
Por muito tempo, eu quis entender qual era o meu propósito.
Não um propósito de carreira, mas o propósito da alma
aquele que faz a gente acordar e dizer “é pra isso que eu nasci”.
Perguntava a Deus o que Ele esperava de mim, e por mais que eu tentasse encaixar respostas, nenhuma parecia caber.
Eu não me achava boa o suficiente em nada para ser escolhida para algo grande.
Mas sempre houve uma característica em mim que se repetia:
As pessoas me procuravam para pedir conselhos — sobre amor, trabalho, fé, vida.
E eu sempre ouvi mais do que falei.
Com o tempo, comecei a perceber que até o que doía em mim servia para curar o outro.
E desde pequena eu amava escrever.
Participei de saraus, concursos de poesia, cartas apaixonadas.
Mas minhas palavras floresciam do coração partido.
Na vida adulta, entre prazos e planilhas, a inspiração adormeceu
e eu achei que tinha perdido o dom.
Até ouvir algo simples, mas transformador:
“O seu propósito está ligado àquilo que você já faz bem — e os dons pra isso Deus já te deu.”
Essas palavras acenderam algo em mim.
Foi como se o Espírito Santo dissesse:
“O teu dom é escrever. Mas não pra falar de amor terreno — pra revelar o Meu amor.”
E então tudo fez sentido.
Algumas pessoas já se inspiravam na minha trajetória mesmo sem conhecer as dores por trás dela.
E se o pouco que elas viam já as tocava, imagine se eu contasse o que Deus fez nas partes que ninguém viu?
Foi assim que nasceu esse blog.
Não de uma estratégia, mas de uma entrega.
Não para alcançar aplausos, mas para semear testemunhos.
Quando decidi escrever, eu tinha três capítulos prontos.
Três flores tímidas que brotaram do meio do pó.
Quando comecei a esboçar o projeto do site, eram sete.
No dia 18 de outubro, quando ele foi oficialmente ao ar, já eram dezessete.
E vinte e cinco dias depois, mais de cinquenta.
Mais de cinquenta capítulos de cura, semente e restauração.
E foi aí que eu entendi: aquilo que Deus quer fazer, Ele faz depressa.
Não porque tenha pressa, mas porque o tempo obedece à voz d’Ele.
E quando o céu decide florescer algo em nós, o terreno do coração não tem escolha senão frutificar.
Nos meus cálculos, seria lento.
Nos planos d’Ele, foi um sopro.
Enquanto eu achava que estava escrevendo, era Ele quem escrevia por minhas mãos.
Cada frase nascia com a leveza de quem já tinha sido curado por dentro.
Cada capítulo era um pedaço da minha alma costurado pela misericórdia.
E foi tão rápido… tão doce… tão divino,
que eu percebi que não estava produzindo — estava sendo movida.
O Espírito Santo não pediu prazo. Ele apenas disse:
“Agora.”
E o “agora” de Deus carrega o poder de anos.
O que em outros tempos levaria décadas para florescer,
no solo do propósito floresce em dias.
Talvez porque eu não buscasse sucesso, buscasse sentido.
Talvez porque o blog não nasceu de vaidade, mas de obediência.
E o céu sempre apressa aquilo que nasce da rendição.
E não desperdiça disponibilidade.
“Porque algumas feridas viram flores.
Mas outras, viram capítulos inteiros.”
E quando o céu decidiu me usar, não foi porque eu tinha muito pra dar,
foi porque eu tinha muito pra entregar.
Foi ali que percebi o que é viver no tempo de Deus:
Não é andar rápido, é andar no compasso do propósito.
Não é fazer muito, é fazer o que Ele mandou.
E quando Ele encontra um coração disposto,
o impossível ganha ritmo e o improvável floresce com pressa.
Hoje, cada texto publicado é um altar.
Cada leitura, uma oração silenciosa.
Cada pessoa tocada, uma pétala que o vento espalha.
E se alguém me pergunta como o blog cresceu tão rápido,
eu respondo sem hesitar:
“Porque o jardim não é meu. É d’Ele.”
E quando é d’Ele, floresce.
E quando floresce, cura.
E quando cura, frutifica.
Reflexão Final ✨
Às vezes, Deus não está acelerando o que fazemos,
Ele está acelerando o que somos.
Ele apressa o processo quando o vaso já aprendeu a ceder.
E, de repente, o que parecia impossível começa a brotar em sequência,
como um campo inteiro que floresce da noite pro dia.
“O Senhor apressará a sua obra em justiça.”
— Romanos 9:28
“Senhor, obrigada por me ensinar que o tempo do céu é diferente do meu.
Obrigada por acelerar o que nasceu da Tua vontade e não da minha ansiedade.
Que cada palavra escrita continue sendo semente do Teu amor,
cada leitor, um terreno fértil e cada capítulo, um testemunho da Tua fidelidade.
Apressa o Teu propósito em mim, mas nunca permita que eu me apresse fora do Teu tempo.
Que o meu relógio sempre bata no ritmo do Teu coração.”
Amém!
E quando o coração descansa no tempo de Deus,
a resposta vem com a doçura de quem não falha e a firmeza de quem jamais se atrasa:
“Eu, o Senhor, a seu tempo farei isso acontecer depressa.”
— Isaías 60:22